Normalmente este é o título que atribuímos ao nosso álbum de fotos do paddock. Desta feita referimo-nos aos bastidores da organização das corridas. Falamos de “muita gente que a maioria das pessoas não vê”, mas que são essenciais para que tudo corra dentro da normalidade.

Organizar uma prova do nosso campeonato pode parecer uma tarefa muito simples, a maioria das organizações assim o faz parecer, pois temos clubes de excelente nível.
De facto, no dia das provas tudo parece simples, mas a “máquina” que as gere é muito grande e tem que estar “bem oleada”. Com quase duas centenas de pessoas a trabalharem, a organização tem que funcionar como um “relógio suíço”.
Antes das corridas, como podem imaginar, existe um sem número de documentos, entre os quais os regulamentos, para tratar em tempo certo. É preciso elaborar e emitir listas de inscritos, efetuar contactos com patrocinadores, requerer licenças, contratar máquinas, seguranças, reboques e, por vezes até, alugar casas de banho e contratar quem as limpe. Só para dar um número iremos falar de meia dúzia de pessoas que consagram o seu tempo a tudo isto, nos dois meses, ou mais, que antecedem as provas.
Ainda antes das corridas temos as verificações técnicas e administrativas, e lá estão mais meia dúzia de técnicos, para além do técnico da Federação. A controlar toda a documentação temos mais duas pessoas, no mínimo.
Chegando ao dia das corridas e antes do início dos treinos livres, mais um sem número de pessoas são necessárias. Aliás, as corridas só podem começar após todos eles estarem nos seus postos de trabalho.
Começando pela pré grelha, o pessoal que manda as viaturas seguirem para a grelha, aí temos cerca de cinco pessoas que tudo fazem para conseguir evitar atrasos, mesmo quando os pilotos se esquecem da hora de entrada.
Já na grelha, são preciso mais uns cinco, para que seja rápido o posicionamento. De lembrar que as nossas corridas demoram menos de cinco minutos e ninguém gosta de esperar. Depois é necessário fazer os procedimentos de partida.
Cada posto terá que ter no mínimo dois colaboradores. O posto é aquela “barraquinha”, que muitas vezes nem existe nos morros da pista. São esses colaboradores que mostram as bandeiras e é deles a responsabilidades de relatarem algum problema que possa existir. São também eles que, muitas vezes, correm para tirar pneus e marcadores do meio da pista, retirar para-choques e varrer o circuito. Dependendo dos traçados temos de nove a catorze postos, o que dará mais de 30 pessoas, até porque, na grande maioria das nossas pistas são colocadas três pessoas.
Claro que não existe partida sem estarem posicionados os bombeiros, respetivos carros, médico, equipa de reanimação e reboques. Sem falar na maquinaria necessária para compor e compactar a pista. Evidentemente que para coordenar estas duas ou três dezenas de pessoas, será necessário no mínimo um ou dois coordenadores.
O Diretor de prova e dois adjuntos, a equipa de cronometragem contratada, chefe de segurança, fiscais de joker lap são os outros elementos que têm de estar nos seus lugares para que a corrida possa começar.
Ainda não referimos os seguranças contratados, que fiscalizam entradas e acessos, o pessoal que coordena o parque de concorrentes e que começou a trabalhar na sexta feira, ou o pessoal encarregado da limpeza.
O secretariado da prova, composto por três ou quatro pessoas e que tem como ajuda quem vai afixar tempos e decisões no quadro oficial.
Também o colégio, composto por um presidente, nomeado pela Federação e dois comissários, assistidos por um secretário, assim como o Observador da prova, nomeado pela Federação, são parte integrante de uma prova.
Não podemos esquecer os relações com os concorrentes, normalmente dois, que recebem e falam com os pilotos.
Temos o Speaker, a voz que comanda a prova, e que usa um sistema de som contratado, no qual estão normalmente mais um ou dois técnicos. Também o Promotor é parte ativa das corridas.
Seguramente que, nas referências acima, já estamos perto das duas centenas de colaboradores, é chegada a hora de falar do catering e logística. Pois bem, com tanta gente é necessário garantir que não faltam garrafas de água nos postos, em especial nos dias de calor. Também é necessário garantir que há lanches e almoços para toda esta gente. Muitas vezes nem existe uma pausa para que o almoço possa ser mais calmo. E para isso temos mais duas dezenas de pessoas, a elaborar e distribuir as refeições.
Para rematar, temos que falar do pódio, que foi previamente pensado, as flores e coroas foram compradas por alguém, depois é preciso organizá-lo na corrida.
Esta lista, quase interminável de pessoas são na sua grande maioria voluntários que em troca da licença da Federação, costeada pelos clubes, e do almoço, tudo fazem para que as nossas corridas sejam um sucesso. Claro que existem equipas contratadas, muitas vezes a “peso de ouro”, cujo valor é suportado pelos organizadores. A ideia não é apresentar números quanto aos custos de organização do nosso campeonato, até porque qualquer um poderá facilmente fazer contas.
A ideia é mostrar que um fim de semana de Ralicross é muito mais que carros em pista. É mostrar que cada um dos que, faça chuva ou faça sol, permanecem nos seus postos são insubstituíveis nos papeis que ocupam.
A todos aqueles que tornam o fim de semana de corridas possível, o nosso muito obrigado.

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